
Saiba como funciona a lei que determina a amarração de cargas, garantindo maior segurança durante os transportes.
Garantir a segurança do frete exige muita atenção e responsabilidade. Se você é caminhoneiro ou participa ativamente do setor de transportes como dono de empresa ou é um colaborador, sabe que a amarração de cargas é essencial. No entanto, se rodarmos pelas estradas brasileiras, encontraremos muitos exemplos que representam perigo para a carga e comprometem a segurança de muitas pessoas.
A qualidade da amarração é fundamental para proteger a integridade dos produtos, a segurança dos motoristas e a dos outros usuários das vias. Além disso, ela é um requisito legal para evitar penalidades e possíveis complicações com seguradoras. Pensando nisso, preparamos um conteúdo completo com tudo sobre o tema. Confira o que é amarração de cargas, os diferentes tipos e o que dizem as normas regulamentadoras. Boa leitura!
O que é amarração de cargas?
“Meu amigo, trabalho há muitos anos com cargas. É claro que eu sei o que é!”. É mesmo? Entender o que significa amarrar a carga pode soar como óbvio, contudo, proteger o que se leva em cima do caminhão é muito mais sério.
Em resumo, a amarração de carga consiste no uso de equipamentos e técnicas específicas para fixar as mercadorias de maneira segura em veículos de transporte, como caminhões ou carretas. Portanto, o objetivo é impedir que os itens se movimentem ou se soltem durante o transporte, o que poderia causar danos materiais e até acidentes graves. Fique atento a este aspecto para o sucesso do seu seguro de carga.
Quais são os tipos de amarração?
Primeiramente, a escolha do tipo de amarração de carga é fundamental para garantir o transporte seguro e eficiente. De modo geral, o método utilizado depende de fatores como o peso, o volume, o formato e as características específicas da mercadoria. Conheça um pouco dos principais tipos de amarração utilizados no transporte de cargas.
1. Amarração direta
Primeiramente, temos a amarração direta que consiste em fixar a carga diretamente à estrutura do veículo utilizando cintas para amarrar carga, correntes ou cabos de aço. Esse método é indicado para cargas pesadas ou volumosas, como maquinários, equipamentos industriais e estruturas metálicas.
Por isso, tende a oferecer maior estabilidade para objetos que possuem pontos de ancoragem específicos. Além disso, para garantir máxima segurança é importante garantir que os acessórios utilizados, como ganchos e trilhos, sejam compatíveis com o peso e o formato da carga.
2. Amarração por atrito
Na amarração por atrito, utiliza-se a compressão da carga contra a superfície do veículo para impedir o deslocamento. Para isso, é necessário o auxílio de equipamentos como a cinta com catraca, que aplica tensão suficiente para fixar a carga com segurança.
Sendo assim, é muito utilizada para cargas empilhadas ou sensíveis, como caixas e paletes. Certamente, o principal cuidado desta amarração é garantir que as cintas estejam bem tensionadas e distribuídas uniformemente para evitar danos aos produtos.
3. Amarração combinada
Por fim, temos também a amarração combinada que utiliza tanto a fixação direta quanto a compressão por atrito, oferecendo o máximo de segurança. Esse método é frequentemente aplicado em cargas muito pesadas ou de alto valor, onde qualquer movimento pode comprometer a integridade dos produtos e a segurança do transporte.
Em resumo, a escolha do método adequado de amarração de carga é essencial para garantir a segurança, evitar prejuízos e cumprir as normas regulamentadoras. Desse modo, optar pelos equipamentos certos, como a cinta e a catraca para amarrar carga, transportadores e seguradoras asseguram a proteção das mercadorias e a integridade dos veículos e das vias.
É proibido amarrar carga com corda?
Se você utiliza cordas ou conhece alguém que trabalha desta maneira, saiba que isso é expressamente proibido. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran), órgão responsável pela coordenação e regulamentação do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), é bastante claro em respeito à amarração correta de cargas – item que impacta, inclusive, no seu seguro de carga.
Segundo a Resolução 552, os veículos fabricados a partir do dia 1º de janeiro de 2017 devem, obrigatoriamente, seguir as novas regras estabelecidas. Desse modo, se você insiste em ter a sua carga amarrada por cordas, além de promover um risco maior de acidentes, estará sujeito a sofrer penalidades.
Mesmo que a utilização de cordas tenha sido muito comum no passado, elas nunca representaram uma segurança adequada. Afinal, o tempo de uso e as condições climáticas podem danificá-las com facilidade. Entretanto, é importante destacar que as cordas são permitidas apenas para fixar a lona de cobertura, quando for exigida.
Outro ponto importante é que a resolução determina que não é permitido utilizar dispositivos de amarração nos pontos feitos de madeira. Tentar usá-los em pontos de metal que estejam presos a elementos de madeira na carroceria também está fora de cogitação.
Quais são os dispositivos permitidos por Lei para a amarração de cargas?
É importante lembrar que os materiais utilizados para amarração de cargas devem suportar, no mínimo, duas vezes o peso total da carga. Correntes, cabos de aço e cintas de tecido altamente resistentes são as melhores opções, pois revelam muita força diante da tração de ruptura. Elementos como redes, calços, trilhos, mantas de atrito e bloqueadores, podem ser usados como apoio adicional.
Para os casos de veículos do tipo prancha, muito comuns para o transporte de cargas indivisíveis (ex: equipamentos e máquinas), foi estipulado que as cargas devem apresentar, pelo menos, quatro pontos muito bem definidos para a amarração. O material pode ser uma cinta de tecido resistente, correntes ou cabo de aço. Uma combinação entre esses elementos também torna a amarração mais segura.
Lembrete: Nos casos de transporte de carga seca, passe os elementos que serão utilizados para amarração pela parte externa da carroceria. Essa é uma determinação da Resolução e que vai garantir mais segurança.
Qual NR fala sobre amarração de carga?
Em suma, a Norma Regulamentadora 11 (NR-11), que trata do transporte, movimentação, armazenagem e manuseio de materiais, é a principal referência para as regras de amarração de carga. Assim, estabelece diretrizes para garantir a segurança durante o transporte e a manipulação de cargas, incluindo o uso de equipamentos adequados e treinamentos para os profissionais envolvidos. Em relação à amarração de cargas, ela destaca a importância de:
- Utilizar equipamentos adequados, como a cinta com catraca, cintas de elevação de carga e outros acessórios certificados;
- Garantir que os métodos e acessórios de fixação sejam compatíveis com o peso e as características da mercadoria;
- Realizar inspeções regulares nos equipamentos utilizados para evitar falhas e garantir sua eficiência;
- Oferecer treinamento para os profissionais envolvidos, assegurando que conheçam as técnicas adequadas de amarração de carga e os riscos associados ao transporte inadequado.
Além da NR-11, outras normas e regulamentações também contribuem para o tema. Como vimos anteriormente, a Resolução 552/2015 do CONTRAN proíbe o uso de cordas para fixação de cargas e exige o uso de equipamentos mais seguros e eficientes. Assim como a NR-17 estabelece orientações ergonômicas. Fato este determinante para a movimentação manual de cargas de forma segura em armazéns ou locais de carregamento.
Por fim, para seguir se desenvolvendo e entendendo mais sobre o setor, acompanhe novos conteúdos no Blog da Marisa Dilda.
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