Apólice de seguro: 7 sinais que sua transportadora não está protegida

Se as operações da sua empresa de transporte não estiverem alinhadas com as exigências da apólice de seguro, os problemas podem ser enormes.

No seu meio você já deve ter ouvido frases do tipo: “estar na estrada não é para qualquer um!”. Por mais simples que ela pareça, é isso mesmo. Para ter uma frota trabalhando, transportando mercadorias Brasil afora, ou até em estradas internacionais, é preciso toda garantia e proteção, para evitar os mais diversos tipos de transtornos e, acima de tudo, prejuízos. Em meio a todas as precauções necessárias, ter uma apólice de seguro nas suas mãos, na maioria dos casos, não significa estar realmente seguro!

Se você está com dúvidas se a sua transportadora está segura em suas operações diárias, este post é para você! Nós listamos 7 situações envolvidas no transporte de cargas e que se estiveram sendo realizadas de forma ineficaz, seus negócios correm sério risco de prejuízos.

1- Veículos que iniciam viagem sem o conhecimento do embarque

Quando o veículo de transporte inicia a viagem sem a averbação, a cobertura de todo o percurso pode ficar comprometida, mesmo com a averbação realizada durante o percurso. Então é essencial seguir a regra da apólice: para o transportador, geralmente é necessário realizar a averbação antes de iniciar a viagem ou no máximo no dia do embarque. Lembrando que no dia do embarque é importante fazer uma pré-averbação com qualquer documento que possua em mãos, inclusive uma ordem de coleta.

2- O gerenciamento de risco feito de forma incorreta

As cargas com valores mais elevados do que normalmente a transportadora carrega, devem ser avaliados com muita cautela. Isso porque, em muito casos, existem mais exigências do que simplesmente o rastreamento e a pesquisa do motorista. Portanto, é fundamental ficar atendo às regras exigidas na apólice de seguro e se possível utilizar sistemas que tenham travas para as mercadorias restritas, juntamente com travas para valores e regras.

3- A pesquisa do motorista é ineficiente, feita apenas por exigência da seguradora

Quando é realizada a pesquisa do motorista apenas para fins de cobertura de seguro, a transportadora fica sujeita a qualidade da informação repassada pela empresa que está realizando a pesquisa. Esta informação muitas vezes é falha – não por ineficiência da empresa que realiza a pesquisa, mas devido ao motorista não estar respondendo processo, pois, pode nunca ter sido citado em algum e acaba sempre aparecendo como vítima. Atualmente calcula-se que em torno de 85% dos roubos de cargas tenham algum tipo de facilitação por parte do motorista.

4- Falta um checklist detalhado

Os atuadores e sensores são partes sensíveis do veículo e estão sujeitos a inúmeros problemas, caso não seja feito um controle rígido como descrito na apólice de seguro. Se esta for a situação, a transportadora está sujeita a não receber a indenização – mesmo que todos os demais procedimentos estejam de acordo. Assim é fundamental verificar a periodicidade do checklist e segui-la. Caso a exigência seja antes de cada embarque, este deve ser feito imediatamente antes do carregamento e nunca antes do veículo se apresentar para embarque.

5- O setor comercial da empresa não tem conhecimento da apólice de seguro

Muitas vezes o conhecimento das regras da apólice de seguro fica restrito a algumas pessoas em um setor específico na transportadora. É muito importante que todos os envolvidos com a contratação de fretes tenham em mente as restrições impostas pela seguradora, pois estas podem transformar um frete altamente rentável em um pesadelo.

6- A empresa está escolhendo as cargas para fazer o seguro

Engana-se a transportadora que escolhe as cargas para enviar a companhia seguradora. Existe uma cláusula na maioria das apólices que fala sobre a averbação simplificada, nela a seguradora exige que todos os documentos emitidos sejam averbados em ordem sequencial, mesmo que cancelados. Ou seja, caso ocorrer algum sinistro e for averiguado que no momento da averbação foram excluídos dela alguns documentos, a seguradora pode negar o pagamento do evento, mesmo que o documento referente ao evento tenha sido averbado.

7- O equipamento de rastreamento do veículo não tem a devida atenção

A configuração do equipamento de rastreamento do veículos deve ser feita exatamente conforme as regras da apólice de seguro. Fique muito atento a isso, pois essas configurações não vão aparecer até que seja necessária a documentação num sinistro. Vários fatores são importantes, como o tempo de posicionamento, a calibragem entre outros. Outro ponto essencial é: sempre utilizar equipamentos reconhecidos pela seguradora, inclusive quando se contratam terceiros.

 

Sua empresa se enquadra em alguma destas situações? Se a resposta for sim, você precisa repensar os seus processos para garantir maior segurança! Nosso blog apresenta outros conteúdos que podem ajudar você com soluções para dia a dia da sua empresa, acompanhe!

 

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